Um Universo de Palavras

Monday, June 12, 2006

Links interessantes

Nesta página podem ser consultados alguns links de relevância para a amtéria abordada ao longo do ano.
Confesso que a ideia não foi minha, mas, de facto é bastante mais acessível e descomplicado.

http://www.washingtonpost.com
http://paisrelativo.blogspot.com
o caso do peru
o caso do peru 2
http://www.renovaonline.net/you_ipt.html as campanhas da Renova
https://tdi.tagus.ist.utl.pt/portal/article.php?sid=1381&mode=thread&order=0&thold=0 o marketing em dez lições
http://www.conferp.org.br/atualidades/pg_artigos_0603_ianhez.htm actividades das RP
http://www.ifilp.org/divain/IL_P1045.htm publireportagens

As campanhas da BP
http://www.bp.pt/As_nossas_actividades/promocoes.asp
http://www.bp.pt/galeria_bp/campanhas_imprensa.asp
http://www.bp.pt/galeria_bp/campanhas_radio.asp

http://www.anje.pt/2005/default.asp ANJE

http://www.portugaldiario.iol.pt/especial_artigo.php?id=497366&main_id=496634 campanha negativa

http://confrontos.no.sapo.pt/index4.html formas de manipulação

http://blog.comunidades.net/imprensalivre/index.php?op=arquivo&idtopico=15976 marketing do Pentagono

http://www.stc.org/confproceed/1995/PDFs/PG161163.PDF o que fazer em situações de crise

Exemplos de publicidade choque:

Aula Nº 21 – A comunicação de crise

A comunicação de crise entra em acção quando a informação não pode ser controlada. Os protagonistas são apanhados desprevenidos e nada pode ser previsto.
A comunicação de crise é uma disciplina da assessoria mediática, da comunicação empresarial, das relações públicas, do aconselhamento em comunicação etc.
Há casos em que criar manobras de diversão, como no caso “Manobras na Casa Branca”, não é suficiente. Há que enfrentar o problema.
É lógico que isto só resulta em determinadas situações, mas uma vez descoberta a mentira, é preferível ocupar o espaço mediático com explicações do que com mais notícias negativas.

Mas será que há, de facto coisas que não se podem prever?
De certa forma, tudo se pode prever. Podemos prever como vamos reagir e aqui temos que saber como lidar com as coisas.

Um exemplo de comunicação de crise:
Os discursos feitos após um atentado bombista

A regra fundamental na comunicação de crise é: NUNCA MENTIR

Mais grave que a crise é não reagir à situação, uma vez que a credibilidade das pessoas pode ser minada.


Links de interesse: http//luispaixaomartins.net/home.htm

Aula Nº 20 – Karl Rove

Karl Rove tem 56 anos e é um dos conselheiros políticos mais conhecidos do Mundo.
O “cérebro Bush”, como é conhecido, é o verdadeiro ‘spin doctor’.


“Karl Rove é o menino bonito de Bush. Se tem reputação de ser mais poderoso do que o patrão é porque faz entrar a comunicação política numa nova era. Homem de pormenor e especialista em golpes baixos, é o pioneiro das novas tecnologias”.
Revista Visão, 13 de Novembro de 2003


Karl Rove é um especialista em criar mensagens com o objectivo de manipular a comunicação social e a opinião pública.
Seguindo a linha de que em política vale tudo, Rove não olha a meios para atingir os fins e passa por cima de tudo e de todos. Não interessa se o que faz é crime desde que ganhe.
No entanto, até a Rove as coisas já correram mal:
Quando um enviado dos EUA não confirmou a versão oficial do governo em relação à venda de urânio ao Iraque, surgiu na imprensa americana que a sua mulher seria uma espia da CIA.
Fitzgerald, com o intuito de saber quem revelou a identidade da mulher À comunicação social, começou a investigar o caso em 2003 e interrogou todos os elementos da Casa Branca, incluindo Karl Rove. Meses mais tarde provou-se que “o cérebro Bush” tinha sido o autor da manipulação e George Bush viu-se obrigado a despedir Rove

Links de interesse: A América de Karl Rove
Segredos e mentiras do governo Bush



Aula Nº 19 – ‘Manobras na Casa Branca’

Esta aula foi dedicada ao filme ‘Manobras na Casa Branca’ protagonizado por Dustin Hoffman, Robert de Niro e Anne Hech.
A duas semanas das eleições presidenciais nos EUA, o presidente é a acusado por uma adolescente de conduta sexual indecorosa.
Para evitar o pior, é chamado um consultor político que encontra uma solução: fabricar uma guerra a que o presidente possa pôr cobro.
Para a sua guerra virtual, Robert de Niro escolhe a Albânia.
Para dar corpo à ideia é contratado um produtor de Hollywood que monta uma enorme encenação para que os americanos acreditem na mentira descabida.
De facto, a ideia foi boa até que a CIA descobriu que nada daquilo estava de facto a acontecer, o que levou à criação de uma nova estratégia: um soldado ficou preso nas linhas de batalha. Só que na verdade o soldado é um perigoso criminoso sexual que está preso há doze anos. Depois de morrer, o “soldado” regressa aos EUA e é saudada como um verdadeiro herói.
Uma verdadeira sátira política sobre as relações entre os media e a política.


Aula Nº 18 – ‘Spin Doctors’

Os ‘spin doctors’ têm características secretas e, na maioria dos casos, ninguém assume esta actividade desregulamentada pois baseia-se em trabalhos sujos cheios de vigarices. Um ‘spin doctor’ não contacta com a comunicação social.

Características de um ‘spin doctor’;
-Discreto
-A sua existência pode ser negada
-Lugar na hierarquia é irrelevante
-Tem relação com o poder
-Tem que dominar a comunicação social
-Não tem transparência

As regras:
-Centralização do poder
-Jogar bem
-Só interessa a mensagem
-Roubar os melhore argumentos ao adversário
-Testar e medir cada decisão
-Alimentar os meios de comunicação
-Enfeitiçar e ameaçar
-Tomar o pulso à opinião à opinião pública


Um exemplo de manipulação:

Poucos meses antes da guerra do Iraque rebentar, as grandes agências noticiosas divulgavam informações apenas num sentido: Saddam tinha armas de destruição massiva e, por isso, os EUA tinham toda a legitimidade para invadir o país.
Um ano depois, os EUA, apoiados pela Inglaterra admitiam que estas armas não existiam.
Apesar de parecer um acto baixo desprovido de qualquer respeito pela opinião pública, o objectivo era simples: controlar as reservas de petróleo existentes no Iraque.

Aula Nº 17 – Filme ‘Spinning Boris’

Este filme é baseado em factos verídicos e retrata uma situação que marcou profundamente a Rússia.
Trata-se da história de três consultores políticos americanos contratados secretamente por uma elite russa para convencer o povo a terminar com o comunismo através da eleição de Boris Iéltsin em 1966, que a 109 dias da eleição tinha uma taxa de aceitação de seis por cento.
Os consultores puseram em prática algumas tácticas como limar os discursos de Boris, levá-lo para a rua, fazê-lo beijar crianças, etc, o que resultou na primeira eleição democrática daquele país

Trata-se de um bom exemplo do trabalho desenvolvido por muitos consultores para colmatar a imagem das pessoas para quem trabalham. Neste caso transformaram o carrancudo e fechado Iéltsin num homem simpático e afável.
Quando se começou a suspeitar do que estava a acontecer, os consultores pensaram em regressar ao ses país, mas decidiram esperar pelos resultados que se viriam a revelar bastante favoráveis.

Aula Nº 16 – Luís Paixão Martins

Luís Paixão Martins é director geral da LPM e confessou, na sua palestra que teve lugar a 31 de Março, que ao longo dos anos a empresa teve uma dinâmica e dimensão que ele próprio não esperava.
O homem forte da LPM aceitou vir ao ISLA sob a condição de serem os próprios alunos a colocarem as questões e deixou uma ideia curiosa: quanto menos for visível o marketing mais eficaz ele se torna.
Luís Paixão Martins não fez qualquer referência ao livro de Edward Burnays, considerado o pai da influência, ‘Propaganda, no qual ele escreveu o prefácio.


Link de interesse: Segredos da campanha eleitoral

Aula Nº 15 – A campanha negativa

Quando falamos de campanha negativa referimo-nos Às situações em que o candidato, para além de afirmar as suas qualidades, também investe em dizer mal do seu adversário.

Características das campanhas negativas:
-Insultos
-Acusações
-Criação de rumores

No entanto, este tipo de campanha só alcança os votos de quem já tinha intenção de votar naquele partido. A não ser que se fale de situações concretas.
As campanhas negativas aconteceram, pela primeira vez em Portugal nas últimas eleições legislativas quando Santana Lopes promoveu uma campanha altamente destrutiva.
Quem não se lembra do rumor da homossexualidade do Primeiro-ministro José Sócrates.

Esta questão coloca-nos uma pergunta interessante:
Os rumores devem ser desmentidos?

Como em tudo na vida, Às coisas que não interessam e que não nos atingem devemos dar desprezo. Talvez seja essa a melhor opção. Por outro lado, também se defenda que a defesa é o melhor ataque.

Links de interesse: http://outdoors.weblog.com.pt/

Aula Nº 14 – Formas de Marketing distintas

Há quem considere que marketing político e marketing eleitoral são conceitos diferentes.
O marketing político funciona a longo prazo e prende-se com a construção da imagem. Já o marketing eleitoral é de curto prazo, uma vez que a estratégia é montada num ambiente já existente.
A campanha política tem que ser permanente e, por isso, são raros os casos em que os últimos dias antes das eleições não são determinantes para a vitória de um dos partidos.

Áreas fundamentais para o marketing político:
- estudos de opinião: servem para preparar e testar as mensagens e a sua eficácia antes e durante a campanha.
- marketing directo: utiliza-se nas campanhas de rua. O beijo no bebe, os comícios, o bater à porta das pessoas...
-publicidade/propaganda/merchandising: outdoors, cantas, bandeiras, calendários...
- relações públicas e assessoria: entrevistas, debates, declarações, ‘fugas de informação’, soundbites.

Soundbite: Forma de manipulação bastante simples e eficaz. Trata-se de uma frase curta e simples que os outros repetem e que tem repercussões. Trata-se da concentração de uma ideia numa frase chave.

“Soares é fixe”
“To be or not to be”
“É já a seguir…é que é já a seguir”
“Falam, falam, falam, não os vejo a fazer nada”

O soundbite é bastante eficaz porque são as frases mais curtas e simples que perduram.
Esta questão também se prende com a luta pelo espaço mediático porque ele é tão complicado de atingir que quando se consegue deve-se ser o mais curto e simples possível.
O marketing político tem força para criar uma personagem que não existe.

Aula Nº 13 – Manipular a informação

Por manipular, muitos entendem enganar, mas nem sempre este conceito é correcto. Existem caso s em que manipular apenas pressupõe mexer em algo. Ou seja, excluir algo que não interesse.
A informação quando chega ao jornalista vem em estado bruto. Cabe ao profissional da comunicação seleccionar o que interessa e descartar tudo o resto. Por isso, a informação é construída, manipulada.

Para se afirmarem, os protagonistas necessitam de espaço mediático. Só que este não é infinito e por isso, por vezes, a luta pelo espaço mediático torna-se um guerra.
Contudo, existem situações em que os protagonistas não querem que os jornalistas noticiem determinados acontecimentos e é aqui que entram as manobras de diversão que diminuem o impacto negativo da notícia. Para isto se concretizar, implica que, por exemplo, os políticos saibam antecipadamente as notícias negativas que vão ser divulgadas.
Os pseudo-acontecimentos são uma excelente forma dos políticos chamarem a atenção dos jornalistas e ganharem algum espaço mediático.
É através deste tipo de acontecimentos que o protagonista consegue que o jornalista fique quase que como seu refém.
Também o profissional da comunicação pode desempenhar a função de mediador sempre que tem que noticiar algo que não tem valor ou que vai contra as suas preferências.

Aula Nº 12 - Avaliação

Aula dedicada à avaliação intermédia dos blogues

Aula Nº 11 – O assessor de imprensa e a inevitável mentira

A assessoria de imprensa é uma actividade não regulamentada. Na verdade existe um código, mas funciona apenas como uma orientação, ou seja, não têm definição de funções, deveres e direitos.
Os assessores têm uma situação contratual bastante precária, uma vez que a maior parte deles recebe por recibos verdes e não gozam de estabilidade profissional.

No entanto, o assessor não é um ‘coitadinho da sociedade’ e muito menos um inocente que apenas transmite a mensagem porque ao ser contratado, ele já sabe que imperativamente vai ter que mentir.
Quantas vezes os jornalistas, na tentativa de contactarem alguém deparam-se com as respostas do assessor: ‘ele não está’, ‘está em reunião’, ‘assim que puder entra em contacto consigo’. Isto é mentir, não é omitir e, para o assessor é algo inevitável.
É precisamente por isso que esta profissão tem uma conotação negativa e não goza de muito prestígio social.

Mas, quando o assessor não quer mentir que opções lhe restam?
Trata-se da velha questão ética: Omitir é mentir? Omitir é esconder?
Para muitos assessores, a omissão é o acto mais honesto que conseguem fazer.
Por isso é bastante perceptível a opinião dos jornalistas em relação a esta profissão: É sempre de desconfiar de um assessor.

Aula Nº 10 – ‘Mentiroso eu??? ‘

Graças a duas colegas de Comunicação Empresarial, Joana Sousa e Zélia Oliveira, tivemos oportunidade de ouvir o ponto de vista de Rafael Alves Rocha, director de comunicação e imagem da Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE), em relação à assessoria de imprensa.
Num olhar para o passado, Rafael Alves Rocha disse que há dez anos atrás não haviam qualquer tipo de cadeiras especializadas na assessoria.
Hoje em dia, considera que as universidades estão bastante melhor preparadas e conseguem satisfazer as necessidades dos alunos que optam por essa área.
Tal como temos visto nas aulas anteriores, também Rafael Alves Rocha considera que a assessoria de imprensa e a as relações públicas são disciplinas distintas. No entanto, defendeu a ideia que um assessor é um gestor de informação, uma fonte para o jornalista.
Ora isto é uma visão extremamente romântica da assessoria, uma vez que já constatamos que o assessor é parte de toda a estratégia de comunicação e não apenas o seu veículo.
O assessor da ANJE deu alguns exemplos sobre as obrigações de um assessor, tendo sempre em conta que o alvo são os jornalistas.
-Fazer comunicados de imprensa
-Preparar o material para distribuir aos jornalistas
-Seleccionar quais os jornalistas quer presentes e confirmar a presença dos mesmos
.....

Rafael Alves Rocha, talvez numa tentativa de limpar a imagem de um assessor, garantiu que eles não manipulam, não mentem e não fazem lóbi, ou seja desacreditar tudo que havia sido dito nas aulas anteriores.
Sabemos que o assessor mente pois não pode ir contra os interesses do patrão e faz lóbi e manipula sempre que necessário.
O assessor da ANJE com certeza não saiu agradado do ISLA, uma vez que as contestações e dúvidas Às suas afirmações fizeram com que reparasse que nós não olhamos para as coisas com visões românticas.

Aula Nº 9 – A eterna luta: Assessoria de Imprensa Vs Jornalismo

Aqueles que, hoje em dia, olham para o assessor de imprensa como um mero difusor da mensagem, têm uma visão Romântica das coisas.
Cada vez mais, o assessor é parte integrante da estratégia de comunicação.
O campo preferencial de recrutamento de assessores é o jornalismo porque ninguém melhor que o jornalista para apresentar a informação e forma a que esta seja notícia.
No entanto, o exercício simultâneo das duas profissões é uma miragem, uma vez que existem problemas éticos.
No artigo 1º do Estatuto do Jornalista, o profissional é impedido de “exercer ao mesmo tempo outra profissão”, nomeadamente “funções remuneradas de marketing, relações públicas, assessoria de imprensa e consultoria em comunicação ou imagem, bem como de orientação e execução de estratégias comerciais.”
Os próprios jornalistas criticam bastante os colegas que abandonam a profissão para se dedicarem à assessoria.
Sempre que o jornalista assina um contrato com uma personalidade ou instituição para exercer as funções de assessor, está também a assinar um pacto de lealdade para com o seu assessorado e o pacto do jornalista foi e sempre será com os cidadãos.
Assim, deve existir um tempo de quarentena para que um jornalista, depois de ser assessor regresse à profissão original.
Nestes casos, grande parte dos órgãos de comunicação estipula um período, mas essa decisão devia partir da ética de cada jornalista.
Quando falamos de um assessor de uma figura pública, falamos de controlo total. O assessorado tem o assessor na mão, uma vez que ele tem que fazer o que lhe é ordenado, nem que isso vá contra algum dos seus princípios. Para alem disso existe a questão da precariedade do trabalho.
Nas instituições as coisas funcionam de forma diferente porque deixa de existir esta questão.
A maior parte das vezes as opiniões de assessor e assessorado são distintas.

Existem três formas do protagonista convencer o jornalista:

1- Criar factos que são realmente notícia.
2- Criar situações que obriguem os jornalistas a não ignorar, através de uma mensagem forte.
3- Usar a via financeira. Seduzir os jornalistas com dinheiro ou prendas.

Aula Nº 8 – Estratégias de Comunicação

Devido à concorrência que existe no mundo, hoje em dia, não se pode transmitir a mensagem de forma simplista, tem que se arranjar formas mais sofisticadas de passar a ideia que queremos. Não basta dizer que o meu produto é o melhor.
Ao criar uma forma mais complexa de passar a mensagem estamos a falar de estratégias de comunicação.
A BP, como todas as empresas ligadas à venda de gasolina, tem um impacto ambiental negativo. Assim, a empresa tem que apostar em campanhas e promoções como o cartão de pontos ou o desconto em hipermercados.


Como se elabora uma estratégia de comunicação?

1- Saber o que a empresa pretende e que público quer atingir
2- Definir uma ideia chave: Quando existe a noção do público-alvo é importante escolher um slogan ou uma ideia chave que vá de encontro com as suas preferências.
3- Como transmitir a ideia: Têm que existir suportes para transmitir a mensagem (ex.: festas de apresentação do produto)
4- Escolher o meio de comunicação: Tal como diz Luís Paixão Martins em ‘Schiu...está ai um jornalista’, é importantes escolher “as melhores ideias, aquelas que mais se adequam à mensagem que queremos marcar e escolhemos os media mais adequados para as transportarem”.
Tudo isto tem a ver com o facto de, por exemplo. Se queremos passar uma mensagem a um público infantil não vamos escolher um jornal como ‘O Público’.
5- Concretizar o plano: Pôr em prática as ideias ao nível da comunicação.
6- Avaliar o impacto da campanha: Esta fase é muito importante pois só assim conseguimos saber se a mensagem atingiu ou não o público que pretendíamos.

Um exemplo de uma estratégia de comunicação bem sucedida:
A empresa 3M é, como tantas outras, fabricante de vidros. Na altura em que criou um vidro novo de grande resistência e segurança, para a sua divulgação, a 3M tinha que optar por algo diferente, fora do normal e que captasse a atenção do público.
Para isso, a empresa colocou, numa paragem de autocarros, uma caixa com o seu novo vidro, cheia de dinheiro (verdadeiro?) e convidou os jornalistas a captarem as imagens da reacção das pessoas que tentavam com todos os esforços parti-la.
Uma estratégia barata e eficaz.

Aula Nº 7 – Os serviços das Relações Públicas

Existem no mercado cerca de 100 empresa de relações públicas, mas apenas 23 estão registadas na APECOM.

APECOM – Associação portuguesa das empresas de conselho em comunicação e relações públicas.
Trata-se de uma associação empresarial que reúne as mais relevantes empresas portuguesas de consultoria na área de relações públicas, assessoria de imprensa, organização de eventos e imagem empresarial.
No nosso país existem algumas empresas do ramo com alguma notoriedade:
- Bairro Alto (actual Lift)
-Agenda Setting
-Cunha Vaz e Associados Grupo GCI
-Imago
LPM
-Unimagem
-NR Hill and Knowlton
-Porter Novelli
-Weber Shandwick D&E
- Citigate Sanches

A falta de regulamentação faz com que existam várias designações para a mesma profissão. Para além disso, as empresas não são obrigadas a revelar resultados.
Tendo em conta que estas empresas são especialistas em vender uma imagem, é estranho que quando se trata da sua própria imagem, não sejam eficazes. Isto é facilmente constatado quando acedemos à Internet e vemos que são muito poucas as empresas que têm página na web.
As empresas de RP prestam variados serviços:
-Comunicação Financeira: relacionada com os relatórios de contas.
-Comunicação Institucional: relacionada com a imagem das instituições.
- Formação ou media trainning: cursos de aprendizagem que ensina os profissionais a falarem e a agirem com a comunicação social
- Clipping: Recolha de informações que saem na comunicação social e que dizem respeito ao assunto que está a ser tratado pela empresa.
-Benchmarketing: Avalia a qualidade, a estratégia e os serviços da concorrência
-Produção promoção de eventos
-Public affair ou lobi: Influencia os poderes políticos para os interesses da empresa
-Marketing social: Diz respeito ao esforço em associar uma marca a uma instituição ou causa social.

Aula Nº 6 – A questão: Publicidade ou Relações Públicas?

Como já foi dito anteriormente, o marketing recorre a vários instrumentos, entre os quais, a publicidade e as relações públicas.
A publicidade tem um sério problema de criatividade. As relações públicas trabalham directamente com os media e tentam criar e desenvolver palcos, sejam eles mediáticos ou não.
Dentro deste assunto há uma questão muito importante que tem de ser colocada:
Se a publicidade é tão má e as relações públicas tão boas, porque é que há mais mensagens publicitárias do que relações públicas?
Apesar de todas as vantagens das relações públicas sobre a publicidade, estas comportam também uma grande desvantagem: têm que interessar aos jornalistas.
Ora, tendo em conta que o espaço mediático é reduzido, cabe aos profissionais da comunicação decidir sobre o assunto que tem mais importância. Isto faz dos jornalistas filtradores e selectivos em relação às mensagens de relações públicas.
Apesar das diferenças, ainda existem algumas compatibilidades entre estas duas disciplinas.
Exemplo: Uma greve da STCP. A lista divulgada pelas relações públicas podia ser notícia. MAS a lista de transportes alternativos, pode ser muito extensa e, por isso, só teria lugar na publicidade.
Um bom exemplo da diferença entre relações públicas e publicidade é a ideia transmitida por Al e Laura Reis, no livro ‘A queda da publicidade e a ascensão das relações públicas’: “A publicidade serve apenas para manter marcas que já tenham sido criadas pelas relações públicas. A verdade é que a publicidade não ateia um incêndio. Apenas consegue alimentar o fogo depois de ele ter começado.”

Aula Nº 5 – Técnica de Comunicação e de Marketing

Um dos assuntos abordados na aula de hoje foi o conceito de publireportagem.
A publireportagem é a designação utilizada quando falamos de publicidade redigida sob a forma de artigo jornalístico. No fundo não são mais que entrevistas publicitárias pagas que aparecem disfarçadas de notícias.

Na continuação da aula anterior, o assunto relações pública e publicidade continuou a ser debatido.
As relações públicas são técnicas que permitem criar e manter uma imagem favorável entre uma empresa, instituição ou pessoas e o seu público-alvo.
Nas relações públicas, a publicidade é directa e deve estar sempre em conformidade com o órgão de comunicação que a transmite, bem como com o horário em que passa.
Exemplo: A publicidade da Super Bock nunca passaria na TSF porque os perfis não se coadunam. Já o Festival Super Bock Super Rock pode ser noticiado.
Este exemplo é também válido para que tomemos noção de como uma situação de publicidade pode passar a uma situação de relações públicas.





Outros assuntos que também foram abordados foram a criação de eventos e o conceito de lobi.
O lobi refere-se a um grupo de pessoas ou organização que têm como actividade profissional buscar influenciar aberta ou veladamente decisões de poder político, especialmente do poder legislativo, em favor de determinados interesses privados.
O lobismo é uma actividade que em Portugal não se encontra regulamentada.

Um dos pontos fundamentais numa empresa é a comunicação interna, ou seja, a comunicação com os empregados.
É muitas vezes graças á falta de comunicação interna que existe contestação.
A boa ou má imagem de uma empresa começa dentro dela.


Cada vez mais é necessário recorrer a técnicas para convencer os consumidores, devido à grande concorrência que se faz sentir. Uma boa solução para colmatar este problema é recorrer à intermediação.
O máximo de intermediação é o jornalista e o mínimo a publicidade. No entanto, como a maioria dos produtos não tem qualquer valor noticiosa, estes nunca chegam a ter intermediação.

As relações públicas, devido a um problema terminológico, nunca conseguiram criar uma boa imagem pessoal.
Estas têm uma conotação negativa devido à falta de uma lei que as englobe.
Uma boa parte das empresas de divertimento nocturno recorre à contratação de pessoas famosas para fazerem o trabalho de relações públicas.

AULA Nº 4 – O MARKETING E AS SUAS DISCIPLINAS


“os objectivos do marketing traçam um comportamento de compra pretendido e que se revele proveitoso para a marca: a manutenção ou conquista de uma quota de mercado ou obtenção de um determinado nível de vendas, por exemplo”.
Cardoso, Paulo Ribeiro, ‘Estratégia Criativa Publicitária: Fundamentos e Métodos’, 2º Edição, Edições Fernando Pessoa, 2002

Esta frase de Paulo Ribeiro Cardoso ilustra bem o principal objectivo do marketing: ajudar a vender um determinado produto.
No entanto, temos que perceber que vivemos num mundo é cada vez maior.

“O sistema concorrencial que caracteriza as sociedades modernas é o ambiente natural onde se confrontam as várias marcas”.

Assim, entendemos que nada se vende sozinho a partir do momento em que existe concorrência. Por isso, torna-se necessário evidenciar o produto junto da opinião pública. Inicia-se, assim, uma luta pelo espaço mediático.
É precisamente aqui que entra o marketing e as suas disciplinas: a publicidade e as relações públicas.
Ambas pretendem a conquista do espaço mediática, mas apesar do objectivo ser o mesmo, os seus campos de actuação são diferentes.
A publicidade é a técnica mais conhecida. Mas devido à sua falta de credibilidade não é eficaz, uma vez que é o próprio que afirma as qualidades do seu produto
Por outro lado, as relações públicas são mais credíveis uma vez que quem afirma a qualidade dos produtos são pessoas terceiras.
Assim, a publicidade busca a intermediação, mas como pode ser complicada consegui-la, esta disciplina do marketing recorre, muitas vezes ao choque e ao humor para se afirmar junto do público.


Outras soluções para a publicidade são o product placement e a contratação de vip’s para realizarem campanhas publicitárias.

Product placement: Quando uma marca associa o seu produto a uma novela ou a um filme.

A contratação de pessoas famosas para campanhas publicitárias ajuda a que a marca tenha mais credibilidade, ganhando uma boa imagem.

Campanha da Pepe Jeans que utiliza a imagem de C. Ronaldo

Friday, October 21, 2005

bem vindos

oi pessoal este blog foi criado para registar tudo que se passa nas aulas de estratégias da comunicação!!!
Agora já podemos vir para as aulas sem cadernos ou canetas!!!! modernices!!!!!!
espero que este blog venha a ser útil para os alunos de comunicação social( será que vai ser mesmo...?)
fiquem bem e aproveitem